As opiniões aqui expressas são estritamente pessoais e não refletem a posição do governo ou de qualquer empresa.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Aniversário do Lorenzo

Sabe-se que está vivo quando o coração palpita de emoção, não quando ele simplesmente bate.
Então, o que te desejo são palpitações cardíacas. Novas descobertas,novas paixões, hobbies, projetos, amores e reamores. Estar apaixonado constantemente. Pela vida, pelos seus, por você. Com períodos de serenidade, claro. Você não tem mais 20 anos. :)

De presente, este vídeo que sempre me emociona. Espero que goste.


Nuit Blanche from Spy Films on Vimeo.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

No rolo com João

Há alguns meses, me caiu nos ouvidos uma gravação que permaneceu inédita por décadas, em poucas cópias de rolo antigo rodando pelo mundo, até que a internet tratou de trazê-la ao conhecimento de todos: João Gilberto num encontro caseiro, antes de suas primeiras gravações em disco mas já em plena forma, mostrando seus arranjos e experimentos para músicas que se tornariam eternas (e outras que ele jamais gravaria) num sarau informal. O fotógrafo Chico Pinheiro tratou de gravar (e bem gravado) o momento, talvez sem saber que fazia história. São dezenas de canções, além de comentários, conversas, sons de fundo. Para os amantes de João, é uma experiência e tanto. Enquanto eu estava lá, em plena intimidade com o cara, um jovem talento 50 anos atrás, escrevi o comentário abaixo.

*

Ouço João encabulado num canto daquela sala. Não repara o chiado interferindo nas cordas da gravação em rolo antigo, ele está compenetrado, bim-bom, o meu coração pediu assim, bim-bim. Tom parece que hoje não vai dar as caras, para decepção das moças, mas o whisky do Chico fotógrafo não deixa a dever. “Mexe com as cadeiras mulata”, aqui só moça comportada, não se ouve um sussurro por entre o vapor da nicotina, todas só com ouvidos para ele. Todos nós na mesma. Mas o que é isso? Cada verso ele inventa de cantar de um jeito, e como se não bastasse os dedos no violão têm vida própria e fazem outra música quase simultânea, quase a mesma, mas nada a ver. Só ouvindo. Tudo quase aquelas velhas conhecidas melodias, mas ele desfaz, e quando esbarro no cinzeiro cheio que quase espatifa a seus pés ele esboça um meio sorriso – “a culpa é sua o samba é meu” – desliza a perna pro lado e parece aproveitar a seu favor o incidente, em seu constante improvisar planejadamente, no desfiladeiro do desafino, sem cair nem pra cá nem pra lá. Vem o latido do cachorro, mal se faz ouvir e já se molda à melodia, magnética atração absoluta, captada em rolo magnético, noves fora nada. O homem novo não pára de cantar, antes mesmo de eu nascer (e a fama de carrancudo que ganharia). Entre ele e a música não cabem no momento os mais milimétricos intrusos. O homem canto. E eu num canto de sala empoeirada pelo tempo, imagine o quanto ele chiará no futuro desse pretérito, ao ouvir o tal chiado. Mas não então, tudo mais-que-perfeito: passa o chiado despercebido e some diante de nós, audiotransportados no rolo gravado por nossos antepassados. O chiado está ali só para lembrar deste milagre, servir como único refúgio a que se agarrar, no qual se encontra a única chave para nos lembrar de voltar. Ou desapareceríamos aqui absorvidos, para sempre nesta sala sob o som de João.

*

Aqui, o caminho dessa viagem do tempo: http://sombarato.org/node/658.

domingo, 4 de abril de 2010

Bóson de Higgs

No estacionamento
subterrâneo onde
se encontram
encalhados todos
os carros da
cidade, uma
minhoca
sonolenta
nem percebe os
pneus que passam
por cima de sua
frágil epiderme:
parecem túneis de
borracha fazendo
cócegas enquanto
deslizam nas
suas costas.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Começando com fotos

Vamos começar 2010 vendo fotos bonitas. Vejam as melhores fotos de 2009 deste site que organiza concursos online em que qualquer pessoa pode participar:

Digital Photography Review

Sugiro clicar em "Slideshow", em seguida "Full Screen" e depois em "Play". Se quiser, pode ir passando as fotos usando as setas do teclado (direita e esquerda).

E aí, vamos tirar fotos e participar? É só escolhermos algum "challenge" em comum. Eu tô com vontade.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Céu de brigadeiro

Passado o período turbulento de mudança de trabalho, estudos e instabilidades, volto a escrever.

Há fases na vida da gente que não é possível parar para respirar, pensar, viver.

Agora posso, sim, contemplar, falar, escrever... escutar, admirar.

Venham, venham escrever!

Saudades de vocês, Bila e Péricles.

Logo tem mais.

Beijos mil.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Por onde ando

Mudei de emprego pra fazer algo que nunca tinha feito antes. E ando tão absorvido tentando aprender que não me resta tempo (interno e no relógio) pra mais nada.

Pra quem gosta de tecnologia e comunicação, eis um vídeo legal:

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Rio 2016

Parabéns ao Rio. Tomara que a festa seja bonita.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Ô de casa?

Parece que estou falando com e para as paredes. bla bla bla bla.

Vocês não tem aparecido por aqui, né?

Cadê vocÊs? Voltem!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Ah! Os anos 80... (vejam até o final, please)

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Péricles

Hoje sonhei que o Péricles tinha morrido. E tinha sido porque ele mesmo quis. Lembro de uma cena com as cinzas dele, brancas, voando... No sonho, eu também tinha que morrer, mas, na última hora, resolvi fugir e não morrer. Por fim, descobri que estávamos sendo forçados a isso, mas o Péricles não havia percebido e tinha ido antes.

Fiquei feliz ao vê-lo conectado no MSN hoje pela manhã.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Inspire fundo

A peste chegou. Tem escola fechando no bairro vizinho, criança de máscara, gestos arredios. Os que ainda nos arriscamos a ir trabalhar, cumprimentamo-nos à distância. Nada de aperto de mão, abraço, dois beijinhos. Alarme ao menor sinal de nariz entupido. Maldizer a fragilidade da condição humana e a superpopulação planetária é o que cabe aos pobres diabos trancados em casa, sob murmúrios aflitos - "Vírus espírito de porco". Só nos resta uma coisa a fazer: vamos à rua, tomar vento na cara, correr pelas calçadas e alamedas, andar de mãos dadas, beijar desconhecidos, varar a noite no derradeiro porre, antes do de amanhã. A morte é o verdadeiro vírus, e ela está em toda esquina, no segundo seguinte, no próximo passo. Vamos sair hoje à noite, como se não houvesse amanhã. Na verdade não há.

*

E aproveitando a deixa, a música que me inspirou, do grupo Squirrel Nut Zippers (baixem o disco, é muito bom, jazz rememorado).

La Grippe

There's a flu bug getting passed around
Spreading like fire through this town
There's a virus holing up inside us
Each one that I know is coming down
There's an Asian influenza
Infecting us all by the scores
And it's turning into pneumonia
We must go out once more
There's a fool moon howling at the night
And each bark is much worse than each bite
So we must go out and dance around
Yes we must go tonight
So the doctors came on the evening train
With their flasks and their caskets and vials
Mass psychosis was their diagnosis (yes)
So we all cashed our checks and went wild
There's a fool moon howling at the night
And each bark is much worse than each bite
So we must go out and dance around
Yes we must go tonight

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Rasante

Aparentemente não havia relação entre os fatos: um peixe pousou em sua varanda esta manhã, e lá de cima ele vê um novo mendigo dançando na esquina. Décimo-segundo andar. Catou o jornal na porta como sempre, do meio do sono desarrumado lembra de ter visto mulher e crianças saindo a caminho da rotina matinal, rumou para a varanda em busca de um pouco de sol. Como sempre. Foi quando o eletrizou um sobressalto de pisar escorregando em algo mole e molhado, gelado, brilhante justo no raio de sol quando desliza até bater no vidro fumê que demarca a varanda. Um peixe! Um peixe... Não, não tem asas, não é peixe voador. Mas se mexe, está vivo! Um pouco ferido mas... um peixe vivo na varanda do seu décimo-segundo andar! Como pode, um peixe vivo? O olho rútilo parece fixo nele, mas sem expressão. A vida vem das guelras que se abrem e fecham, das escamas ainda coloridas. E agora, o quê? O bicho é grande, mais de um palmo, não coube no pequeno balde a duras penas encontrado sob um armário da área de serviço. Malajambrou-se numa travessa de peixe, funda, suprema ironia, sob os retalhados raios de luz que subiam refletidos pela Baía da Guanabara. A Baía de Guanabara... Parece chamar seu filho de volta às águas. Olha o mar, o Pão de Açúcar, gaivotas em rasantes. Vem a fome, o peixe respira lentamente, o jornal sofreu alguns respingos mas dá para ler. O café foi deixado pronto na garrafa térmica, tem pão e manteiga, não custa servir-se. Depois... Depois levar o peixe de volta. É o que se esperaria dele, se houvesse voz superior a esperar alguma coisa. O peixe voador que aterrissou em sua varanda. Vindo de onde? Mal lê o que lê, seção de Política, sempre a mesma ladainha. Vindo de onde? Um peixe caído do céu, o jornal repousando à mesa, a Baía de Guanabara, o Pão de Açúcar e um canto estridente vindo de baixo. Na rua, o mendigo, ou doido, dança sozinho, faz poses de artes de marciais e avança — meio corajoso meio precavido — para dentro do asfalto, onde ônibus lhe passam rentes. Um mendigo desconhecido. Ou doido. Não o doido de todo dia, aquele bêbado que misteriosamente aparece volta e meia asseado, algum favor de vizinho, quem sabe um emprego. O novo homem não dura uma semana, já-já estará na sarjeta de novo. Não, é um doido novo, o das poses marciais. Quase não faz barulho, de vez em quanto o canto estridente, anúncio de golpe no ar. Não se vê o adversário, mas e daí? Ninguém o vê. Passantes o ignoram como a um outdoor mal feito. E eis que surge o outro mendigo, o bêbado, o conhecido da vizinhança. Está num dia razoável, anda com ajuda de bengala, mas não disfarça a surpresa de ver o outro tomar-lhe a cena no pedaço. Diminui o passo, depois olha para trás. Para, volta a andar. E daí?, terá pensado, ninguém o vê. A ele, o louco tradicional, todos veem. Não o explicam, mas o veem: o outdoor bem feito mas datado, puseram ali e esqueceram. A vista conhece, mas não se esforça mais para entender. Espirra água da travessa de peixe, um golpe certeiro vara o ar, um bater de asas sacode ali perto e faz vento em sua cara. A gaivota! Veio buscar o peixe que lhe escapara das garras. Em vão: este está salvo, por obra e graça do destino, ao menos desta vez. O homem agora pode dedicar-se a seu pão, embora com alguma pressa devido ao avançado da hora. O discurso do deputado volta a fazer sentido, se bem que um dia aquele jornal pode vir a embrulhar o mesmo peixe. E daí? Ao atravessar a rua, é só desviar da dança mendiga e procurar um cantinho mais fundo para depositar com sucesso o presente vivo de seu despertar. Depois correr à garagem e fazer o carro tirar o atraso. Qual é mesmo a pauta da reunião de hoje?

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Bilas

Ontem tive uma nova experiência. Compus (letra e melodia) de uma música!

Amei. Agora estou providenciando um equipamento mínimo para uma gravação minimamente decente. Amanhã não trabalho e vou ficar o dia inteiro fuçando nisso. :)

Depois meu amigo André vai colocar instrumentos. E daí, posso mostrar pra vocês (se não ficar com vergonha). :)

:D

terça-feira, 26 de maio de 2009

Playing for change

Imagino que vocês já conheçam o projeto Playing for Change. Um projeto genial que reune artistas de todo o mundo, muitos de rua, cantando e tocando a mesma música sem se encontrarem. Um grava primeiro, o segundo enquanto escuta a gravação canta ou toca por cima e assim por diante.

Eles lançaram um novo episódio. Gostei também. Mas continuo preferindo o segundo, que coloco aí embaixo. Perdoem se isso for um repost. :)

Simplicidade e emoção

Cada vez mais, à medida que percebo todo tic tac do meu tempo, valorizo e persigo a simplicidade. Com bastante insucesso, diga-se de passagem. Este curta, foi feito apenas con celulares e o orçament total foi de U$40,00. Não errei. Quarenta dólares mesmo.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

São Paulo, cidade maravilhosa

São Paulo, 1943.

A produção do vídeo (15 min) é do governo estadunidense e coaduna com o espírito da época (fim da II GM). Exageros ufanísticos à parte, não deixa de ser interessante ver como era bela a cidade e a vida naquela época, ao menos para aqueles que tinham condições. E com direito a Carlos Gomes no começo e no fim.

terça-feira, 12 de maio de 2009

segunda-feira, 11 de maio de 2009

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Adorei

Adorei esta propaganda. Tenho que me segurar, porque de vez em quando sou tão chato quanto aquela mulher, hehehe... Mas, no fim, tudo tem que acabar em samba mesmo, senão a vida não presta.


quinta-feira, 7 de maio de 2009

Abate Halal

Halal é uma palavra árabe que significa legal, permitido. Todos os alimentos são considerados halal, exceto:

- carne de porco e seus derivados;
- animais abatidos de forma imprópria ou mortos antes do abate;
- animais abatidos em nome de outros que não sejam Alá;
- sangue e produtos feitos com sangue;
- álcool e produtos que causem embriaguez ou intoxicação; e
- produtos contaminados com algum dos produtos acima.

Animais como os bovinos, caprinos, ovinos, frangos podem ser considerados Halal, desde que sejam abatidos segundo os Rituais Islâmicos (Zabihah).

A técnica de abate Halal deve seguir os seguintes passos:
1- O animal deve ser abatido por um muçulmano que tenha atingido a puberdade. Ele deve pronunciar o nome de Alá ou recitar uma oração que contenha o nome de Alá durante o abate, com a face do animal voltada para Meca.
2- O animal não deve estar com sede no momento do abate.
3- A faca deve estar bem afiada e ela não deve ser afiada na frente do animal. O corte deve ser no pescoço em um movimento de meia-lua.
4- Deve-se cortar os três principais vasos (jugular, traquéia e esôfago) do pescoço.
5- A morte deve ser rápida para evitar sofrimentos para o animal.
6- O sangue deve ser totalmente retirado da carcaça.

Fonte: The Islamic Food and Nutririon Council of América e The Muslim Food Board (em www.abef.com.br)